terça-feira, 16 de março de 2010

LISBOA - 2


A nobre Lisboa tem
O vasto Tejo a seus pés
Uma porta aberta ao vaivém
Rumoroso das marés.

Este Tejo que o Poeta
Morada das musas quis,
Foi a companhia certa
Deste pequeno país.

Cais de partida e chegada,
Quantos segredos ouviu?
Nunca quis revelar nada
Das muitas coisas que viu.

Companheiro e confidente,
Nas horas boas e más,
Esteve sempre presente,
Discreto, calmo, sagaz.

5 comentários:

Manuel da Mata 6:12 da tarde  

SOS, Alex,

Arranje lá umas fotografias e/ou fotografia para estoutras quadras. Bj.

LISBOA - 1

Há nas ruas de Lisboa
Uma graça, um encanto,
Que nelas inda ressoa
Um pregão em cada canto.

O cauteleiro teimoso
Inda persiste, coitado!
Deixou o grito ruidoso,
Vende o jogo sem enfado.

Galhofeiras, as varinas
Têm tanta, tanta graça!
Suas línguas viperinas
São a pimenta da praça.

Eu sinto tanta saudade
Dos ardinas barulhosos.
Coloriam a cidade
Com seus pregões saborosos!...

À tardinha, no Rossio,
- Oh, era bonito de ver!
Os ardinas, em desvario,
Apregoar e a correr.

Mudou tanto esta cidade!
Marcas do tempo imparável,
Causam-me tanta saudade...
Oh, mudança inexorável!

Do pitoresco a saudade,
Que do resto nem pensar!
Nada paga a liberdade
Que o povo pode gozar.

Mas tudo o que permanece,
Genuíno e popular,
Minha alma tanto enternece,
Meu coração faz pulsar.


in FRAGMENTÁRIA MENTE de Manuel Barata

Filoxera 10:42 da tarde  

Conheço esta foto!
:-)

Putty Cat 11:04 da manhã  

Gostava de conhecer melhor Lisboa...

Não conheço praticamente nada da Capital... :(

Alex 4:18 da tarde  

Hum ...

vou pensar.

Mas tudo o que permanece,
Genuíno e popular,
Minha alma tanto enternece,
Meu coração faz pulsar.

GOSTEI, Manuel.

Braulio Pereira 4:05 da tarde  

belas palavras

simples quadras

enriquecem a nossa alma


obrigado

abraços e poesia!!

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